Mudanças de paradigmas em segurança patrimonial & prevenção de perdas

RESUMO
O grande desafio da área de Prevenção de perdas é difundir a cultura dentro da empresa, pois, todos os funcionários devem fazer parte do resultado, a fim de em sinergia alcançarem melhores resultados.
Palavras- chave: Prevenir; Cultura; Sinergia; Mudanças de paradigmas; Competitividade.
ABSTRACT
The big challenge in the area of loss prevention and spread the culture within the company, therefore all employees should be part of the result in order to achieve better results in synergy.
Keywords: Prevention, Culture, Synergy; Changes paradigms; Competitiveness.
1 INTRODUÇÃO
Em meados dos anos60 asegurança patrimonial era responsável exclusivamente pelo patrimônio da empresa, tendo como objetivo a guarda e controle do patrimônio. Com o surgimento do plano real, ocorreu a extinção da hiperinflação, dando início ao um novo modelo de negócio. As empresas passaram a se preocupar com as perdas geradas na operação, pois, os preços foram reduzidos, as margens caíram, e as perdas afetavam diretamente o resultado final.
2 OBJETIVO
Tem como principal objetivo destacar a relevância da Prevenção de Perdas no Varejo brasileiro, descreverem a origem e atualidade da segurança Patrimonial no Brasil e o surgimento da área de Prevenção de perdas, dando início a uma nova visão da segurança que deixa de ser vista como despesa (custo fixo) e passa a ser tratada como departamento fundamental para melhoria dos resultados, contribuindo de uma forma direta para que as empresas continuem competitivas. As perdas financeiras nas companhias preocupam grande parte dos empresários, varejistas e Atacadistas.
3 METODOLOGIA
O desenvolvimento desse artigo apoiou-se em diversas fontes teóricas, encontradas em livros, artigos, Internet. A Internet, através do Google Acadêmico foi muito útil, pela sua universalidade. A pesquisa valorizou a experiência teórica e prática do autor, visando às triagens e seleções de novos conhecimentos e informações sobre o tema. Estudos comparativos e análise de teorias favoreceram a estruturação do texto. Sendo assim, a metodologia utilizada, caracterizou-se por sua natureza bibliográfica considerada relevante para o enriquecimento do tema.
4 DESENVOLVIMENTO
No Brasil a atividade de segurança privada teve início em1967. Aprimeira legislação sobre o assunto surgiu em 1969, com a instituição do Decreto Lei 1.034/69, que autorizou o serviço privado em função do aumento de assaltos a bancos, O principal objetivo era proteger patrimônios, pessoas e realizar transporte de valores.
De acordo com Zamith, (2007, p.18) “no dia 20 de junho de1983, asegurança privada ganhou regulamentação específica, com a criação da Lei 7.102, que teve a função de estabelecer normas para o funcionamento das empresas de segurança em todo o país”.
Com o aumento da violência, principalmente na década de 90, fez com que o setor sofresse uma de suas maiores altas.
Muito mais devido ao medo de ser alvo dos criminosos, do que a consciência sobre a importância da prevenção na vida das pessoas. Na época, parte da população, que tinha condições de pagar, se viu obrigada a contar com algum tipo de proteção.
Foi também neste período que o segmento da segurança eletrônica começou a ganhar espaço junto ao consumidor.
Cada dia a segurança patrimonial perde um pouco de sua fatia, pois, nas empresas não mais são tratada como benefício, o empresário está considerando como custo fixo.
Conceito de Segurança Patrimonial Para Brasiliano (1999), “o conceito de segurança relacionado às empresas significa a redução ou eliminação de certos tipos de riscos de perdas e danos a que a organização poderá estar exposta”.
A segurança empresarial deve ser entendida como um Sistema Integrado compreendendo um somatório de recursos. Esse conceito de Sistema Integrado significa, portanto, a integração do homem com a moderna tecnologia eletroeletrônica e barreiras físicas, possibilitando a redução do tempo de resposta ao evento, bem como a racionalização do serviço de segurança e a redução dos riscos. (Brasiliano, 1999, p. 49).
Mudanças de Paradigmas em Segurança Patrimonial & Prevenção de Perdas Com o passar do tempo, o aumento da competitividade e da concorrência fez com que as empresas se adaptassem as novas tendências do mercado, dessa forma surgindo à prevenção de perdas.
Nos anos 80 antes do plano real o varejo operava na hiperinflação, os consumidores eram poucos exigentes.
Na década de 80 surgem as primeiras iniciativas de Prevenção de perdas, contribuindo em sinergia com os demais funcionários para maximizar o resultado final da empresa.
A partir dos anos 90 ocorreu o impacto da nova economia, operando numa economia estável, fortalecendo assim o conceito de Prevenção de perdas no mercado brasileiro.
As perdas financeiras nas companhias preocupam grande parte dos empresários, varejistas e Atacadistas.
Por isso, a grande preocupação dos empresários e administradores do ramo varejista é com as perdas em sua totalidade, não apenas com um dos seus detalhes, os procedimentos são de responsabilidades de toda a equipe o cumprimento, mas, a área de Prevenção de perdas deve ter uma visão sistêmica para alem de zelar pelo cumprimento dos procedimentos, deve em parceria e de uma forma participativa, realizar ações para redução das perdas, monitorando-as e medindo o resultado.
Hoje a prevenção de perdas já é tratada como um departamento fundamental para obtenção dos resultados e capacitação de informações estratégicas, a fim de fornecer elementos essências nas tomadas de decisão, serve como orientação aos empresários, pois, através dos resultados obtidos, eles terão condições de avaliar as condições do negócio em relação aos concorrentes e mercado, tornando assim, mais competitivo.
Em 1998 o PROVAR (Programa de Administração do Varejo) órgão ligado a FIA (Fundação Instituto de Administração) realiza pesquisas e desenvolvimentos sobre o tema, inclusive com a participação de empresas mantenedoras ao projeto.
Também nesta época foi criado pelo Provar o GPP (Grupo de Prevenção de Perdas), sendo a primeira iniciativa Acadêmica Brasileira para abordagens das perdas no varejo Brasileiro.
Dentre os objetivos do GPP os principais que merecem destaque são: buscar alternativas para melhores resultados num ambiente de inflação controlada; ampliar o conceito de prevenção de perdas no varejo Brasileiro; estabelecer uma linguagem comum; levantar dados sobre os valores das perdas.
Hoje em dia, conforme aponta a 9ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro existe um percentual grande de empresas do Varejo já com um departamento de Prevenção de Perdas totalmente estruturado.
Atacado 100%; eletroeletrônico 75%; drogaria 37,5%; material de construção 100%; vestuário 16,7%, a média do varejo é de 68,8%; supermercado 74,5%. O processo de análise de dados foi realizado pelo GPP/ Provar-FIA e pelo Canal Varejo, em parceria com a ABRAS, a ABF e a Nielsen no levantamento dos dados captados em 2008. (Paulo Cesar Coelho).
A prevenção de perdas inicia-se na identificação dos valores e das origens das perdas, através de inventários rotativos diários e periódicos. A partir da apuração de indicadores de perdas, torna-se possível traçar metas de redução das perdas e, conseqüentemente, definir o montante a ser investido nos métodos para a sua prevenção.
A definição de ações preventivas requer a identificação das causas das perdas e a avaliação dos custos e dos benefícios das necessidades de investimento estimadas.
O PROVAR em parceria com as empresa e com seus representantes técnicos têm trabalhado com uma proposta de conceito, onde perda é todo lucro ou resultado não alcançado por motivo de: extravio, desperdício, quebra ou administração ineficiente.
O Provar conceitua perdas como: As perdas dividem-se em perdas identificadas e não identificadas.
As perdas não identificadas referem-se a toda mercadoria perdida sem causa Conhecida, cuja falta é constatada no momento de um inventário físico de mercadorias.
As perdas identificadas referem-se às mercadorias registradas no controle de Estoque como mercadoria perdida por ter a sua causa identificada, tais como Mercadorias sem condições de venda (que se quebram, vencem ou estragam), e que não são negociáveis Com os fornecedores (não sendo trocas); mercadorias consideradas furtadas porque suas embalagens foram encontradas vazias.
5 CONCLUSÃO
No Brasil não existia muita preocupação com relação às perdas na atividade varejista, operavam na hiperinflação, as compras eram realizadas a prazo e as vendas à vista, dessa forma, os valores eram aplicados e havia correções com as altas taxas de juros, minimizando assim os impactos provocados pela perda. Apesar das diversidades de informações, a política praticada na época tornava difícil a obtenção de dados nesse campo.
Com o Impacto da nova economia a partir dos anos 90, deu início a uma nova visão da segurança que deixa de ser vista como despesa (custo fixo) e passa a ser tratada como departamento fundamental para melhoria dos resultados.
Nesse ambiente agressivo, a busca por eficiência e diferenciais competitivos são preocupações constantes e melhores resultados podem ser alcançados com aumento das vendas e a redução de gastos e perdas, tudo isso, está incorporado na nova visão da área de Prevenção de perdas.
REFERÊNCIAS:
BRASILIANO, Antonio Celso Ribeiro. Planejamento da segurança empresarial. São Paulo, Sicurezza, 1999.
GULLO, José; PINHEIRO, Duda. Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Guia Prático para Elaboração de Projetos. São Paulo: Atlas, 2009.
COELHO, Paulo Cesar. O varejo e a Origem das Perdas.
Disponível em: http://paulocreis.wordpress.com/2008/05/23/o-varejo-e-a-origem-das-perdas/ – Acesso em 18 Agosto de 2010.
Programa de Administração de Varejo. 9°a. Avaliação Provar de Perdas no Varejo Brasileiro Relatório Final – 2008. Fundação Instituto de Administração, São Paulo, 2008.
Disponível em: http://www.provar.com.br/artigos.asp – Acesso em 05 Setembro de 2010.